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quinta-feira, 26 de maio de 2016

O Marketing Depois de Amanhã

O prefácio de Washington Olivetto para o livro Marketing Depois de Amanhã de Ricardo Cavallini expressa exatamente o conteúdo apresentado ao longo da leitura:

“Indispensável para leitores ofensivos, aqueles que lêem para saber o que os outros ainda não sabem.”

“Fundamental para quem já ouviu falar que o negócio da comunicação e do marketing deixou de ser monólogo e passou a ser diálogo.”

“Reconfortante para antigos modernos como eu, que acreditam que independentemente da tecnologia [...] o que vai continuar fazendo a diferença no marketing e na comunicação é a presença da grande ideia.”

domingo, 14 de fevereiro de 2016

Marketing de Serviços Financeiros - Foco no cliente ou foco do cliente?

Ouvido o cliente, ele precisa ser atendido.

"Ouvir o mercado nunca é demais, sobretudo escutando o que os clientes atuais e os clientes potenciais tem a dizer."

"A definição moderna de marketing é construir relacionamentos, com fornecedores, clientes e consumidores, é a busca permanente para a construção de parcerias, pois a conquista de um novo cliente custa cinco a dez vezes mais do que um cliente atual." p. 69

E é com estes alinhamentos que sigo no capítulo "Foco no cliente ou foco do cliente?" do livro Marketing de Serviços Financeiros de Cobra.


domingo, 3 de janeiro de 2016

Marketing de Serviço Financeiro - Relacionamento

Como evitar a infidelidade do cliente?

O posicionamento no mercado depende de uma estratégia de marketing de relacionamento com clientes, para Regis McKenna.

O grande instrumento da diferenciação estratégica é o relacionamento com clientes, fornecedores e funcionários, para Theodore Levitt.

"Num relacionamento comercial existem compromissos claros que, uma vez respeitados, possibilitam um bom relacionamento. Mas existem expectativas implícitas, não declaradas que carecem de identificação para impedir uma deterioração das relações." p. 55

sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

Marketing de Serviço Financeiro - 4 Ps, 4 Cs, 4 As, 4 Es

O marketing financeiro objetiva descobrir necessidades e desejos não satisfeitos dos clientes, para desenvolver novos produtos, serviços e facilidades. Realizar desejos, sonhos e fantasias são as palavras de ordem.

Entende-se que a aplicabilidade dos conceitos de marketing para o setor de serviços financeiros depende do grau de envolvimento que uma organização tenha com a tarefa de conquistar e manter clientes.


quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Marketing de Serviço Financeiro - Paradigmas atuais e perspectivas futuras



O setor de Comunicação e Marketing da financeira Agiplan vem me apresentando muitas novidades a serem exploradas sobre o segmento de Serviço Financeiro, que a cada ano cresce mais e mais no Brasil.

Para auxiliar na compreensão e desenvolvimento de novas propostas, busquei algumas literaturas sobre Marketing Financeiro. E, bem, foi difícil encontrar nas bibliografias brasileiras obras sobre o assunto. O título Marketing de Serviço Financeiro do Marcos Cobra me chamou atenção e me provocou a vontade de ler, principalmente pelo reconhecimento muito positivo que já tenho por Cobra.


Então, vamos aos registros dos trechos.






sábado, 25 de outubro de 2014

O fator VDM - Luis Marcelo Mendes

O Fator VDM, de Luis Marcelo Mendes, com uma leitura dinâmica prende a atenção desde as primeiras páginas. O autor fornece exemplos e práticas diárias que são comuns a vivências do cotidiano dos profissionais de projetos criativos. Consegui adquirir o livro apenas em formato de e-book.

Neste post, trechos e conceitos que se destacaram durante minha leitura.

"O FATOR VDM é um guia que ajuda profissionais e estudantes a entenderem que, na prática, fazer projetos criativos não é fácil como parece." P. 15

"Como você já deve ter entendido, VDM significa “vai dar merda”. Não se trata de uma filosofia pessimista, assim como não é um pensamento que parte do princípio que as pessoas são incompetentes ou amadoras, mas da constatação que o acaso nem sempre vai te proteger enquanto você andar distraído." P. 16

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

FIC 2014

Para acompanhar o que rolou: #fic2014
A 10ª edição do Fórum de Internet Corporativa contou com a participação de palestrantes das empresas Disney, Sicredi, Mercur, Vert Shoes e Coca-cola para palestrarem sobre "Engajamento: causa e experiência estabelecendo conexões entre marcas e pessoas".

O evento é uma realização da ABRADi, ocorreu no dia 08 de outubro, no Teatro CIEE e contou com a presença de cerca de 500 pessoas, entre empresários, executivos de agências e acadêmicos.

Para acessar o hotsite do evento e conferir mais sobre os palestrantes, clique aqui.

A seguir, o registo de algumas anotações.

domingo, 5 de outubro de 2014

Estamos Cegos - Jürgen Klaric



“Este livro tem três partes: aborda os erros mais comuns dos profissionais de marketing, o motivo pelo qual estamos tão cegos e cometemos tantos erros e os dez melhores princípios para abrir os olhos e inovar sem falhar tanto.” - segunda orelha de página

A leitura deste livro foi incentivada na disciplina de Atendimento em PP do meu Curso de PP na Unisinos.

A seguir, estão registradas as principais anotações realizadas durante a leitura, bem como os grifos realizados das páginas.



segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Gerenciamento de Contas - Edmundo Brandão Dantas


Neste post estarão registradas anotações e reflexões a partir da leitura do livro Gerenciamento de Contas: Uma abordagem aplicada a agências de Comunicação Publicitária, de Edmundo Brandão Dantas.

É uma ótima leitura para compreender sobre o atual papel do profissional de atendimento e a visão de "cliente" sobre o funcionamento das agências.

1 Gestão, gerenciamento e management
Neste capítulo, o autor dialogou sobre o significado de cada uma das três palavras. O consenso é de que ambas tem o mesmo significado e que "para obter ótimos resultados no mundo atual, e mesmo para conseguir bons resultados, todos precisam aprender a pensar como gerentes." P. 6

"O que importa, de fato, é saber administrar, utilizando corretamente as funções administrativas: planejar, organizar, dirigir, coordenar e controlar." P. 8

quinta-feira, 31 de julho de 2014

Seminário de Funcionários com Alan Schlup Sant’Anna

No dia 21 de julho, os colaboradores administrativos da Instituição Evangélica de Novo Hamburgo - IENH reuniram-se no Seminário de Funcionários 2014.


O palestrante, consultor e escritor Alan Schlup Sant'Anna participou com a palestra "Você é a Instituição" no período da manhã. Seguem alguns registros, já que não foi possível anotar para transcrever tudo o que foi dito, pois valeu cada sílaba!

- Precisamos de aproximadamente 3 semanas para adquirirmos / modificar um hábito.
Exemplo de novo hábito: trocar o tempo de ócio na frente das telas pela leitura. Em uma semana, precisamos obrigatoriamente 5 minutos por dia, até mesmo naqueles dias que parecem impossíveis. Então, gradativamente, vamos aumentando esse tempo até que essa prática torna-se um hábito prazeroso.

- As fases do conhecimento
1) Você não sabe e não sabe que não sabe.
2) Você não sabe, mas sabe que não sabe.
3) Você sabe.
4) Você transforma o que sabe em "combustível" para a mudança.
Exemplo: você sabe que praticar exercício físico regularmente é fundamental para ter uma saúde plena, porém apenas 2% da população o faz.
Para transformar esse conhecimento em atitude / hábito, precisamos de DISCIPLINA.

- A lei da atração existe! / Reclamações incoerentes
Não sabemos como e nem o porquê, mas se praticarmos vamos compreendê-la sem precisarmos de explicações. Por isso, precisamos deixar nosso cérebro livre do "lixo mental" produzido diariamente com reclamações incoerentes para focarmos naquilo que queremos, invés de mentalizar o que não queremos.

Reclamações coerentes: uma lâmpada estragada que precisa ser trocada, governo ineficaz, instrumento de trabalho que não funciona, etc... Essas reclamações continuam sendo coerentes quando: você as faz, encaminha com responsáveis e tem paciência de acompanhar o processo até ser finalizado; sem insistir na reclamação sem fundamento.

Reclamações incoerentes que precisamos deixar de lado:
- coisas que não controlamos, como o clima e o tempo;
- reclamações para terceiros;
- reclamar de algo que faz sentido, mas permanecer reclamando impacientemente.

Estratégias para minimizar as reclamações incoerentes:
- use o cronômetro para identificar quanto tempo você não faz uma reclamação incoerente, quando romper o desafio, pense em algo (10 sessões por dia é o suficiente para minimizar).
- eliminar quem faz reclamações em excesso mudando de assunto, por exemplo.
- autorizar quem é próximo de você a cortar o assunto quando estiver reclamando.
- escolher o que assiste na TV é uma das formas de proteger o cérebro de coisas triste, violantes e desestimulantes.

- Disciplina
Como conquistá-la? Ela é sua aliada para alcançar o sucesso (atenção que nem todos lhe farão felizes para sempre).
1) Crie um protocolo (academia três vezes na semana. Lembre-se de acertar o pagamento com antecedência, pode ser um estímulo)
2) Não ignore-o (preguiça não é desculpa para faltar. Foque no seu protocolo!)
3) Saiba ser flexível quando preciso (um princípio de pneumonia acho que justifica a falta, né? Ser flexível é saber cuidar-se e faz parte do protocolo)



quarta-feira, 9 de abril de 2014

Anúncios impressos de 1961

No dia 05 de abril é comemorado a data de emancipação de Novo Hamburgo.

A IENH - Unidade Fundação Evangélica recebeu Martin Behrend para falar aos alunos sobre a data e as experiências de sua vida. O jornalista é descendente dos fundadores do primeiro jornal de Novo Hamburgo, O 5 de Abril.

Durante sua passagem pela Instituição, Martin mostrou alguns exemplares do periódico e o que mais me chamou a atenção são as características dos anúncios.

Seguem alguns registros:








sábado, 8 de março de 2014

#todeolho Dia da Mulher

Alguns esperam pelos presentes, brindes e afins nas datas comemorativas, já outros aguardam ansiosamente pelas peças e ações publicitárias.

Separei algumas que se destacaram logo na manhã do Dia Internacional da Mulher/2014.

"Eu e você nascemos no dia 28 de fevereiro de 1909."
Fátima Bernardes assume a redação do anúncio da Seara em homenagem da data, com uma linguagem nem tão formal, descreve os principais momentos da luta das mulheres que conquistaram tanto pelas que vivem hoje.

Clique para ampliar
Detalhe na ficha técnica:

Agência: WMcCann
Cliente: JBS FOODS
Produto: Institucional
Nome da campanha: Dia da Mulher
CCO: Washington Olivetto
Diretor de Criação: Marcelo Conde e Eiji Kozaka
Redação: Fátima Bernardes
Direção de Arte: Eiji Kozaka
Assistente de Arte: Renan Quevedo
Planejamento: Debora Nitta, Lucas Machado, Luiz Marques, Bruno Surano
Atendimento: Rafael Carmineti, Michelle Zeger, Ana Paula Amadio
Mídia: Horacio Rosário, Ricardo Ikeno
Diretora Nacional de Operações: Vera Dreckmann
Tráfego de Criação: Maria Oliveira
Direção de Produção: Marcelo Hack
Produção Gráfica: Marcelo Pinto, Ricardo Rodrigues
Art Buyer: Ricardo Livio
Fotógrafo: Miro
Gerente de Projeto: Jaqueline Travaglin, Rafael Turri, Sarita Nishimaru
Aprovação pelo cliente: Eduardo Bernstein, Tannia Fukuda Bruno, Isabela Hosoume

"Vida de mulher não é light. Pelo menos o dia dela por ser."

Texto descritivo do vídeo no youtube para resumir e apresentar:

"Essa é uma singela homenagem de todos os homens e do #miojolight ao Dia das Mulheres. Assista, compartilhe ou junte-se ao coral e faça um clipe pra sua patroa. Essa é sua chance de se redimir por todas as toalhas molhadas deixadas na cama, aniversários de namoros esquecidos e outras coisinhas nada light que ela tem que aturar."

Acho fantástico quando uma marca cria uma história ou metáfora interativa para relacionar o lançamento de um produto com datas ou situações cotidianas. Vale conferir o vídeo e o site:



"Os direitos da mulher não são uma fantasia."
Descuido, maldade, mente suja... Não sabemos e nem descobriremos, até porque o site da prefeitura de Macaé já nem carrega mais por hoje. Mas várias notícias e posts já fizeram o trabalho de render a criação em portais de notícias e redes sociais.


Em postagem no portal do O Dia, é descrito que após 20 minutos da primeira postagem deles a prefeitura modificou o logo para este:

domingo, 12 de janeiro de 2014

Hábitos de Consumo #INFORMAÇÃO

O livro Hábitos de Consumo de Neale Martin, além de trazer dicas muito interessantes para os profissionais de comunicação e marketing, traz informações atualizadas e exemplos recheados de dados e análises.
Confira alguns trechos selecionados dessa leitura e os links para outros posts sobre o livro.



Efetivamente, nossa memória de eventos de nossas vidas cria o senso de nossa identidade pessoal. Contudo, apesar de todas as notáv inconsciente controla até 95% do comportamento humano. O consciente decide ir a um seminário. O inconsciente dirigir o carro, isso quer dizer o que: a partir do momento que estamos habilitados a dirigir e já possuímos certa experiência, não precisamos de tanta atenção e dedicação aos comandos do carro. Como também, se o caminho já for conhecido, placas e sinalizadores já estão processados inconscientemente.

Mente executiva: pensamento cognitivo consciente
Mente habitual: processos inconscientes, hábitos

"Cerca de 80% de todos os produtos novos fracassam ou tem desempenho drasticamente menor do que o esperado." P. 05

"Para que um produto seja bem sucedido ele deve, antes de tudo, estabelecer uma conexão com conceitos já existentes armazenados no inconsciente. As mentes habituais devem passar por mudanças psicológicas para acomodar um novo conceito e uma nova marca." P. 06

"Hábitos podem ser comportamentos simples ou complexos. São aprendidos lentamente mediante repetição. Uma vez aprendido, o hábito é ativado por um indutor, associado a um estímulo dependente do contexto. Se o telefone toca, você atende. Se alguém estende a mão, você cumprimenta. Quando um hábito é formado, pode ser executado com pouca ou nenhuma intervenção consciente. Um hábito pode se tornar inativo, mas não desaparece. Em vez disso, ele se esconde, como um vírus latente em seu computaor, que está sempre pronto para ser reativado." P. 34

"Na maior parte do tempo, o que fazemos é o que fazemos na maior parte do tempo." P. 46 (D. J. Townsenar e T. G. Bever)

"Quando um forte hábito se estabelece, como quando um consumidor compra um produto repetidamente dentro do mesmo contexto, as intenções já não são capazes de prever a compra. Isso é semelhante às descobertas de Nielsen, que mostram que a probabilidade de compra de um produto no futuro aumenta significativamente, com base no número de vezes que a compra foi feita anteriormente. Esses comportamentos de recompra não apresenta correlação forte com a intenção ou com a satisfação do cliente." "Os resultados obtivos por Woods e Ji explicam por que a pesquisa de mercado não tem ajudado muito a prever o efeito comportamento do consumidor. Quando fizemos perguntas a nossos clientes, acessamos apenas um de dois sistemas que lutam pelo controle do comportamento de compra - e geralmente é o mais fraco dos dois. Intenções e preferências não são sem importância, mas quando um forte hábito foi estabelecido, um indutor ativa o comportamento antes que a mente executiva possa assumir o controle." P. 47

O que acontece na pesquisa do mercado, é que quem assumi a responsabilidade das respostas é a mente executiva, porém é a mente habitual responsável pelas escolhas intuitivas e habituais de compra.

DeltaQual = regras Ômega e os momentos Delta
(fórmula para compreender a transição das mentes)
- A heurística que os consumidores aprendem ao longo do tempo
- Estão em "piloto automático"
- São desafiados por algum evento, abertura a novas escolhas. Exemplo: promoções.

"O que diferencia as memórias que desaparecem em minutos, dias ou semanas daquelas que duram o resto da vida? Novamente, a emoção desempenha papel crucial na consolidação das memórias de curto e longo prazos. A emoção prioriza o que é lembrado pela indexação do tipo e intensidade da emoção. A maioria de nós se lembra dos detalhes do nosso primeiro beijo ou de onde estávamos naquele fatídico 11 de setembro. No entanto, provavelmente não nos lembramos de nosso 15º beijo ou de onde nos encontrávamos no dia 26 de setembro de 1993, quando uma bomba de 750kg explodiu na garagem de uma das torres gêmeas. A intensidade de nossa resposta emocional marca a importância do evento. Quanto mais ricamente o evento for caracterizado por nossas emoções, por mais tempo e com mais detalhes será lembrado." P. 54

"Não apenas o pensamento é, em grande parte, não-verbal, mas também quase toda a comunicação. Os especialistas sustentam que até 80% da comunicação não-verbal. Dependemos da linguagem corporal, de expressões faciais, tom de voz e de outras pistas do ambiente para construir significados. Um novo tipo de célula, descoberta  nos anos 90, parece explicar as bases neurológicas dessa troca não-verbal de informações." P. 55

#neurôniosespelhos "Se alguma vez você já fez uma careta ao se deparar com o desconforto de outra pessoa ou estremeceu ao assistir a uma falta dura durante um jogo de futebol, sua experiência foi decorrente da conexão que os neurônios-espelho fizeram entre você e seus iguais." P. 55

"Pesquisas detalhadas mostram que a conexão entre satisfação e recompra (nem vamos falar em fidelidade) é, na melhor das hipóteses, tênue e, na pior, inexistente. Em metanálise de larga escala, os resultados mais favoráveis mostram que a satisfação de clientes explica apenas 8% do comportamento de recompra." P. 75

"Infelizmente, não existe grande correlação entre o que os consumidores dizem que planejam comprar e o que efetivamente compram." P. 75

"O que diferencia as memórias que desaparecem em minutos dias ou semanas daquelas que duram o resto da vida? Novamente, a emoção desempenha papel crucial na consolidação das memórias de curto e longo prazos. A emoção prioriza o que é lembrado pela indexação do tipo e intensidade da emoção. A maioria de nós se lembra dos detalhes de nosso primeiro beijo ou de onde estávamos naquele fatídico 11 de setembro. No entanto, provavelmente não nos lembraremos de nosso 15º beijo ou de onde nos encontrávamos no dia 26 de setembro de 1993, quando uma bomba de 750kg explodiu na garagem de uma das torres gêmeas. A intensidade de nossa resposta emocional marca a importância do evento. Quanto mais ricamente o evento for categorizado por nossas emoções por mais tempo e com mais detalhes será lembrado." P. 54

"As emoções não apenas nos fazem prestar atenção e saber do que devemos nos lembrar, mas também facilitam a lembrança. Em numerosas pesquisas, imagens, palavras e histórias emocionalmente carregadas têm um melhor índice de lembrança e por mais tempo do que suas similares neutras. A conexão entre memória e emoções parece ser uma via de duas mãos. Da mesma forma que a lembrança de fortes emoções poderá facilitar a lembrança de eventos, a memória de eventos poderá induzir a essas emoções.
O grande desafio é ligar a recuperação de memórias específicas em momentos críticos durante a compra ou o consumo (ou utilização). Dentro dos parâmeros do DeltQual, da Nielsen, como fazer para que os clientes se lembrem da parte persuasiva de nossa comunicação durante um momento Delta, quando não estão fazendo comprar em piloto automático?" P. 57

"Hábitos são criados a partir da repetição de uma tarefa por um número de vezes suficiente para treinar a mente habitual. Quanto mais etapas, mais repetições são necessárias para que os neurônios dos gânglios basais possam decorar os padrões. O desempenho do sistema VOD era suficientemente satisfatório para que esse serviço criasse um hábito, mas a interface prejudicou todo o esforço e dinheiro investidos." P. 89

"Embora os executivos tendam a achar que a situação competitiva ideal é não ter concorrentes, empresas concorrentes geralmente têm a incumbência de fazer o mercado. Em circunstâncias extraordinariamente raras, uma única empresa educa o mercado a respeito de uma nova categoria de produto." P. 98



CONFIRA TAMBÉM:

Martin, Neale. Hábitos de consumo: O comportamento do consumidor que a maioria dos profissionais de marketing ignora = Habitat. Rio de Janeiro: Elsevier, 2009.

Hábitos de Consumo #DICASPRÁTICAS

No decorrer da leitura de Hábitos de Consumo de Neale Martin, selecionei algumas preciosas dicas especialmente para serem postadas aqui.
No final da postagem, confira os links de outros posts sobre as anotações do livro.


"A satisfação do consumidor não era um bom indicador para a previsão de recompra." P. 43

3 modos experimentais de compra: pechincha, boca a boca e busca por variedades. O consumidor pode estar ativado nos três modos ao mesmo tempo, pode ir a um mercado em piloto automático para um produto e apresentar também os outros três tipos para diferentes produtos. Um novo sanduíche saudável na rede de fast food, após pesquisas e testes OK, é um fracasso. Por quê? Nas pesquisas as pessoas pensam o que deve ser o correto, mas o hábito de compra não muda. As intenções não tem uma alta correlação com o comportamento real.

"Devemos evitar o modelo mental de que o cliente faria uma comparação racional dos atributos de produtos como se estivesse elaborando uma lista de prós e contras. A maior parte das decisões ocorre muito rapidamente,  com uma parte signficativa do processamento acontecendo fora do awareness consciente." P. 57

"Gerentes e profissionais de marketing precisam entender as íntimas relações entre memória, emoção e tomada de decisões. Os clientes estão tentando criar atalhos para simplificar suas vidas. Não complique a vida deles nem os julgue. Faça com que seja fácil que escolham seus produtos e que continuem usando-os sem precisar pensar sobre isso." P. 59

"O iPod tem sido alvo de repetidos ataques em virtude de diversos problemas. Seu sistema de codificação de áudio é frequentemente avaliado como de má qualidade, seu preço seria um  absurdo em comparação com a concorrência e o modelo de negócio seria desvantajoso para o cliente. Tais ataques são comuns porque os especialistas avaliam os produtos com sua mente executiva, sem entender que hábitos não são criados com base na análise de uma lista de prós e contras. Analistas e especialistas da indústria geralmente argumentam contra a realidade. Segundo os verdadeiros  conhecedores, o produto claramente superior sempre parece levar desvantagem pela argumentação de sérios problemas que, de alguma forma, consegue iludir o público."

A habituação do cliente é um processo que começa antes da compra e se estende durante o relacionamento vitalício entre ele e a empresa. Para fazer um cliente abandonar um concorrente por você, é necessário quebrar seu hábito existente. Isso significa desalojar o comportamento da mente inconsciente e elevá-lo à análise executiva. Somente o fato de um comportamento chegar ao nível de awareness consciente não é garantia de que o cliente trocará de produto. Significa que houve uma interrupção no poder de compra repetida. Para ter uma chance de ganhar esse cliente sua oferta deverá prometer uma entrega em cima do elemento que provocou a quebra do hábito." P. 81


"Propõe-se ao cliente que ele siga os seguintes estágios: awareness, interesse, avaliação, experimentação e compra. O Modelo de Habituação de Clientes amplia essa sequência para incluir repetição de compra e, eventualmente, habituação. A parte inicial desse processo depende pesadamente da mente executiva, mas, em última análise, o objetivo é ganhar a mente habitual." P. 81


"Durante os primeiros estágios de familiarização com o produto, a mente executiva permanece ativa e é mais provável que ela faça avaliações conscientes de desempenho. A facilidade de uso e a resolução dos problemas do cliente são aspectos essenciais. Isso permite que a mente executiva comece a transferir a decisão para a mente habitual." P. 82

"Para criar o design de produtos e serviços que leve à rápida criação de hábitos, os profissionais dessa área devem entender o contexto em que os produtos serão usados. Os designers devem criar produtos para rápida habituação, usando não apenas princípios de design centrados no ser humano, mas também nas tarefas. Eles devem minimizar a complexidade na interface, criar mecanismos de feedback que permitam ao usuário ser treinado de forma rápida e confiável e facilitar esse processo, criando modelos mentais para o usuário." P. 87

"Narrativas podem ser altamente eficazes, colocando um novo produto no contexto de uma história. Por exemplo, se você tem uma encomenda que precisa chegar a seu destino, impreterivelmente, sem falhas no dia seguinte, você deve usar a FedEx. Uma das leis imutáveis da FedEx nos dá um dia a mais para fazer as coisas - e os anúncios da empresa sempre nos contaram essa história conscientemente.
[...]
Narrativas são úteis porque oferecem um contexto, um modo de os clientes entenderem como um novo produto se encaixa em um esquema de coisas. Histórias são eficazes porque elas representam um apelo poderoso em relação ao modo como entendemos o mundo. Uma história que nos envolva nos motivos ou no modo como um novo produto é lançado no mercado poderá se conectar em múltiplos níveis tanto com a mente executiva quanto com a habitual.
[...]
Da mesma forma, as metáforas são ferramentas valiosas para produtos e serviços complexos que envolvam intangíveis. É difícil explicar os benefícios de uma apólice de seguro, mas as frases "Você estará em boas mãos com a Allstate" ou então "Seja sócio do Rochedo" são entendidas. Metáforas geralmente são usadas em excesso quando a empresa sente dificuldades em articular uma proposição de valor do produto." P.97

"Uma metáfora pode ligar um produto a um sentimento positivo já existente. No entanto, se os clientes não fizerem a ligação, ou se o produto não chegar a incorporar os atributos da metáfora, o lançamento cairá no vazio" P. 98


CONFIRA TAMBÉM:


Martin, Neale. Hábitos de consumo: O comportamento do consumidor que a maioria dos profissionais de marketing ignora = Habitat. Rio de Janeiro: Elsevier, 2009.

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Internet: a gente te ama!

Pra "agregar valor ao blog", uma postagem sobre Alexander de Almeida - "o Rei do Camarote".

Desde o início de 2013, os mais variados assuntos já tiveram os seus 15 minutos de fama, o posto de Top Trends do Twitter, assunto mais compartilhado no Facebook ou centernas de Tumblr repercutindo o assunto.

Para comprovar como a internet ~ela é sem limites~ e pudores, lembro que já compartilhei desde assuntos tão pertinentes, como a tragédia em Santa Maria e o movimento #vemprarua, até assuntos como o da super matéria (que ainda não se tem certeza se é viral comercial ou não) publicada pela VejaSP.

A tal matéria é uma entrevista com Alexander de Almeida, o Rei do Camorote.
Confira a matéria na íntegra e a seguir o vídeo:


O vídeo até o momento desta postagem, em 04/11/2013, já teve mais de 1.200.000 visualizações.
Aguardo por infográficos com dados reais da repercussão do vídeo e, enquanto isso vou acompanhando as montagens, os gifs, tweets, paródias, páginas no Facebook (a com maior número de curtidas, no momento com + de 60mil), Tumblrs e grandes marcas aproveitando o buzz* para promover o 'momento camaradagem' do dia.

Matéria do AdNews registrou algumas ações de marcas. Confira aqui.

Ah, e não perca os "10 mandamentos do rei do camarote indie" rsrss

Para encerrar, vou postar algo "bem pesado, meu"



*“O buzz existe desde que as pessoas começaram a partilhar ideias. Trata-se do efeito boca a boca, da transferência de informação pelas redes sociais. Pode acontecer espontaneamente, sem o estímulo do homem de marketing ou de outra pessoa qualquer. [...] A chave de tudo é a autenticidade!” (O'REILLY, A.; MATATHIA, I. SALZMAN M. 2011. p. 8.)

sábado, 12 de outubro de 2013

Branding e os 4 Es de Marketing

Nesta postagem conhecemos alguns fatores determinantes para o crescimento do marketing no século XX e alguns cases, nesta postagem informações sobre os anos 50, 60 e 70, nesta conceitos e informações sobre os anos 80, e nesta a introdução do branding nas estratégias de marketing nos anos 90 e século XXI.

Seguem anotações finais sobre o que o autor define para o branding e estratégias atuais.

As finalidades de marketing e branding: vendas e valor.

"Revelar o verdadeiro valor de um serviço que sirva para necessidades/desejos do cliente.
"Quem quiser vender uma furadeira precisa compreender que ninguém compra uma furadeira e sim a possibilidade de fazer furos de determinados diâmetros". Portanto, é importante que se dê mais cuidados às brocas e aos diâmetros."

As vendas, o valor e a marca que é defendida pelo mais precioso cargo, devem ser fatores entendidos por todos da empresa.

Se a empresa não é líder, ela não deve se diferenciar pelo preço baixo e sim pela percepção da marca. Já que sabemos que reposicionar a marca é trabalho redobrado e em muitas das vezes ineficiente. Portanto, investir em publicidade pura e constante é um caminho válido.

As tarefas de marekting: os 4Ps

Servem para fazer e controlar fatores. Também são uma oportunidade de se diferenciar dos concorrentes ao exercê-los. O autor do livro mostrou que este conceito era geocêntrico.

  • Produto: é preciso uma estratégia, um mix ou um portfólio de produto competitivo.
  • Preço: ter o preço equivalente à média do mercado se o produto for superior e, assim, ter a melhor relação custo x benefício.
Lauterborn: "Sua empresa não pode mais fazer o preço baseado em custo e apenas adicionar margem de lucro. Essa é uma forma ineficaz para definir preço. Pense naquilo que o cliente está disposto a pagar (preço aceitável por mercado e por cliente), e depois defina quais custos sua empresa pode ter. Às vezes, o cliente está disposto a pagar bem mais porque, independentemente dos seus custos, ele está interessado muito mais nele mesmo e nas coisas que para ele valem mais. Ou seja, preço não função de custo, mas sim de valor segundo o ponto de vista do cliente".
  • Praça: o ponto ou espaços nas gôndolas são as dificuldades enfrentadas pelos fabricantes, pois isso custa muito para aqueles que não possuem marcas fortes e sem poder de negociação com o varejo. O autor do livro agrega a esse "P" um "C" - conveniência. Para que empresas se adaptem mais a seus clientes, sendo mais flexíveis, como o e-commerce que atende 24 horas, prático e econômico de tempo.
  • Promoção: em termos publicitários, as empresas precisam ter: força (poder de investimento) e inteligência (poder de construir uma estratégia e mensagem).
Se a marca tiver capacidade de verba o peso da mensagem é menos importante. Basta anunciar que a marca aparece e destaca-se. Se a capacidade de verba for menos que os competidores, então são necessárias estratégias e mensagens diferenciadas. Mas é importante que não queiram imitar a propaganda das outras marcas - estão perdendo uma oportunidade de crescer, diferenciar-se e conquistar seu espaço.

Propaganda não é apenas divulgar, como era nos anos 40, 50 e 60. Nem diferenciar pela criatividade publicitária, como nos anos 70 e 80. O novo e maior objetivo é criar desejabilidade no consumidor e no canal (utilizando todas as informações e conceitos adequados ao contexto atual). Assim, criar valor para a marca e valor para o négocio -> 4Es.

O consumidor compra por 3 razões: funcionais (o cliente deseja um produto que faça algo por ele. A cola que cole. A propaganda, neste caso, não agrega valor, apenas anuncia o que o vendedor necessita. Não há muita oportunidade de aproximação ao cliente); emocionais (propaganda agrega valor em detrimento das outras. Então o cliente passa a preferir uma marca pela emoção e experiência) ou sociais (ela já tem um papel incrivelmente valioso, pois está criando pressão de demanda e criando condições para venda em preços mais altos = margem e lucros expressivos para o fabricante).

O autor do livro comenta que "C" desse "P" é de comunicação, o cliente quando se expressa é algo que deve valer como uma informação de altíssimo valor para as empresas, e essas devem fazer com que o consumidor se expresse.

Conheça os 4Es

Agora os conceitos refeitos tem função de tornar tudo mais prático. Para demonstrar foi usado com representação um desenho similar a um alvo.

1º círculo/central: círculo dos finalidades do marketing e do branding - venda (prazo curto e reconhecimento imediato) e o valor (prazo longo, brand equity, atribuído pelo cliente, atratividade para mais vendas).

2º círculo maior: das tarefas do marketing e de branding - os 4Ps, gerência.

3º círculo: os 4Es (entusiasmar funcionários, encantar clientes, enlouquecer concorrentes, enriquecer a todos)


Os 4E's são os responsáveis por está função, do "terceiro círculo": criar visão, significado, valor (executado pela comunicação) e programadas para os 4 Ps.

1º E: Entusiasmar funcionários
Relacionado aos conceitos de endomarketing
- treinamento e incentivo da equipe de profissionais;
- comunicação interna, desde o simples jornalzinho interno até programas de ambientação, celebração e intranet;
- se estão harmonizados com a filosofia da empresa ou no atendimento fidelizado.

2º E: Encantar clientes finais e intermediários - a segunda responsabilidade do marketing e branding
Os clientes que tem a sua empresa, produto ou serviço.
- focar e escolher o público, pois não é possível encantar todos.
Os clientes finais (físicos ou jurídicos) se estão insatisfeitos apenas mudam de marca.
Os clientes intermediários precisam obter lucros, premiações, recompensas, crédito, etc... Para eles há uma área especializada de relacionamento, o trade marketing.
Bom produto + bom preço + excelente propaganda = desejabilidade do cliente por seu produto.

3º E: Enlouquecer os concorrentes
A concorrência é um dos motivos para visar crescer e atualizar seus produtos e serviços. Se seu produto estiver perdendo mercado crie um concorrente, melhor e mais barato - antes que a concorrência faça isso.
Monitorar os concorrentes e se eles tiverem enlouquecidos é porque sua marca atingiu um marketing e branding expressivos.

4º E: Enriquecer a todos
Os diretores devem enriquecer os acionistas e os funcionários, com os bons resultados. Devem também enriquecer os clientes, com algo valioso. E, por fim, enriquecer a sociedade entregando valor e inovação e pagando tributos justos.

Branding e Marketing são dois conceitos que se fundem na visão interna e a visão externa.

Esse conceito reformulado para um novo contexto abrange o que se sabe de marketing com o que o mercado pede - gerência interna e atenção ao ambiente externo. Já que vários produtos são similares pelo mundo, o que os diferencia é a própria originalidade, identidade da empresa/marca, a atenção dada ao pública alvo e percepção das tendências.

Para criar novas marcas é preciso criar uma nova categoria na mente das pessoas.
Exemplos: Kodak: papel - antigo | Sony: eletrônico - novo

Portanto, volume publicitário e pontos de distribuição são algumas das formas possíveis de conquistar espaço na mente das pessoas.

Fonte das informações: Os 4 Es de Marketing e Branding - Robert F. Lauterborn, Augusto Nascimento

ANOS 80 - Os 4 Es de Marketing e Branding

Nesta postagem conhecemos alguns fatores determinantes para o crescimento do marketing no século XX e alguns cases, e nesta postagem informações sobre os anos 50, 60 e 70. A seguir seguem alguns conceitos e informações sobre os anos 80.

O conceito de marketing de produto começou a envelhecer nos anos 80. Ogilvy afirma: "Cada anúncio é um investimento na imagem da marca, a longo prazo". Neste período, publicitários e marketeiros passaram a cuidar com mais intensidade da imagem de marcas.

Nesta etapa da história, existiam duas linhas de pensamento e de posicionamento: uma que rezava um único produto por marca e a oposta, que rezava uma extensão de produtos com o mesmo significado.

Hoje sabemos que os produtos e serviços quando proporcionam uma experiência marcam mais. Como a Coca-Cola que transmite em sua mensagem e experiências a felicidade, seja bebendo a sua bebida ou comprando uma vestimenta, a essência e o significado são os mesmos.

Richers lançou o conceito dos 4A's: análise, adaptação, ativação e avaliação. Um conceito ainda centrado no produto, porém mais atualizado. Richers era brasileiro e foi visto como assassino de algo sagrado para americanos, os 4P's. Nem no Brasil os 4A's foram adotados, pois os próprios brasileiros eram míopes para inovações e desacreditavam que alguém do submundo, seria capaz de superar os idolatrados americanos.

Nos anos 80, a Pepsi ganhou mercado. A Coca-Cola conquistava tudo em dobro: pontos-de-venda, investimento em publicidade, comandava a distribuição. Para isso, a Pepsi lançou uma propaganda mostrando que os consumidores preferiam o seu produto. A Coca-Cola concluiu que precisava fazer uma pesquisa de mercado para analisar se o problema era mesmo no produto, já que o restante parecia bem. Gastaram US$ 4 milhões em um teste cego, com a Pepsi, a Coca-Cola e uma cola mais doce (parecida com a Pepsi).

A preferência foi no sabor mais doce. New Coke estava lançada, anulando e substituindo a Coca-Cola tradicional. O que fez com que clientes fizessem passeatas, ligassem pedindo a tradicional Coca-Cola e afins. Coca-Cola Classic estava lançada.

Os 80's era uma geração de inovação, o que a Pepsi percebeu muito bem e a Coca-Cola precisou rever seu posicionamento sobre a cultura da marca. A Pespsi usava Michael Jackson que estava fazendo sucesso com a massa, enquanto a Coca-Cola usava Júlio Iglesias. Assim, a Coca-Cola teve certeza e percepção do que representava a experiência que proporcionava, lançando mais adiante diversos produtos ligados na mesa simbologia.

A Coca conseguiu retomar com seu espaço por ser mais forte nesses pontos: tradição, distribuição, alianças mais fortes com engarrafadores e outros itens.

O novo presidente Roberto Goizueta percebeu uma tendência: a Coca tinha pouca importância entre os líquidos bebidos na vida das pessoas; antes da Coca havia o café, o leite, a água e o chá.

Posts relacionados ao livro Os 4 Es de Marketing e Branding
A comunicação no século XX
Anos 50, 60 e 70
Anos 80
Crescimento do branding e os 4 Es

Fonte das informações: Os 4 Es de Marketing e Branding - Robert F. Lauterborn, Augusto Nascimento

ANOS 50, 60 E 70 - Os 4 Es de Marketing e Branding

Nesta postagem conhecemos alguns fatores determinantes para o crescimento do marketing no século XX e alguns cases. A seguir seguem alguns conceitos e informações sobre os anos 50, 60 e 70.

Nos anos 50, 60 e 70 surgiram os escritores, defensores e teorizadores quanto a gestão de marketing. Depois de Peter Ducker e Eugene Jerome, MC Carthy definiu o conceito. Criou os 4P's (produto, preço, praça e promoção). Após Philip Kother lançou "Administração de Marketing, análise, planejamento e controle" - aprofundando os 4P's, tanto que é confundido como o criador deles.
  • Peter Ducker: "O sucesso de uma empresa é determinado pelo lado de fora da empresa, é quem de fato define qual é o negócio de uma empresa e não as suas decisões internas"
  • 1963: David Ogilvy lançou o livro "Confissões de um publicitário", criou regras simples para sistematizar o processo de realizar uma propaganda
  • 1969: Al Ries e Jack Trout: termo posicionamento
  • 1972: A Era do Posicionamento
  • 1973: Peter Ducker: "Administração - tarefas, responsabilidades e práticas"

Novas ideias, Novos Hábitos e conhecimento

Você diz que você quer uma revolução
Bem, você sabe..
Todos nós queremos mudar o mundo
Você me diz que isso é uma evolução
Bem, você sabe
Todos nós queremos mudar o mundo
Mas quando você fala em destruição,
Você não sabe que pode contar comigo?
Você não sabe que vai acabar tudo bem?
Tudo bem.. tudo bem... 

(The Beatles - Revolution)

Este trecho expressa a época de novas ideias e novos hábitos, revolução juvenil, livros, teorias, mudanças sociais de impacto gigantesco - 50, 60 e 70's...

O desejo das mulheres de sair de casa para trabalhar e ter sua vida abriu um leque de necessidades para serem supridas dentro do lar - já que a pessoa que exercia e controlava tudo estava menos presente. Mc Donald's e fast-food nasceram no varejo para suprir a necessidade de se alimentar.

1ª metade do séc XX: produtos industrializados
2ª metade do séc XX: varejistas e os prestadores de serviço

Posicionamento

O posicionamento para Al Ries e Jack Trout era algo que direcionava e fixava uma ideia na mente dos consumidores sobre uma marca, para isso utilizaram a propaganda de alto impacto. Afirmaram que uma marca não podia significar muitas coisas e itens, apenas um; e assim conquistar um lugar único em seu segmento do produto. Os opositores continuaram tendo uma linha extensiva, indo além de um produto.

O termo posicionamento poderia ser usado como uma estratégia, não só na comunicação. É equívoco afirmar que se pode anunciar algo apenas para posicionar e ser falso; se deve posicionar a marca em relação aos seus competidores. Isto porque se a concorrência mudar sua posição, a sua empresa pode sofrer modificações - competitividade.

Nos anos 70, normas e regras para o design da marca e padronização de identidade corporativa começaram a ser criadas.

Ainda há marcas que são gerenciadas por pessoas que não estão abertos para a inovação - normas: Corporate Design.

Theodore Levitt publicou na época: "Miopia em Marketing", mostrando que as empresas visavam apenas o produto o mercado/necessidade dos clientes. Vendo negócio de dentro pra fora e não de fora pra dentro.

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Crescimento do branding e os 4 Es

Fonte das informações: Os 4 Es de Marketing e Branding - Robert F. Lauterborn, Augusto Nascimento

domingo, 7 de julho de 2013

O Marketing da Nova Geração: Como competir em um mundo globalizado e interconectado [anotações]

Livro que recentemente li e, com a força do hábito, registrei algumas anotações. Parte delas estão aqui para serem compartilhadas com quem já leu ou para quem ainda não conhece o autor, o assunto ou o livro.


Possíveis causas das mudanças da comunicação:
1. A circulação rápida da informação (empresas podem dar retornos mais rápidos, aprofundar informações das embalagens, consumidor/clientes trocando informações com a marca e entre eles)
2. A maior organização da sociedade (Conar, CDC, consumidor tem autonomia)
3. Pessoas falando umas com as outras (por bem ou por mal)

Atuação da empresa nas diferentes dimensões: 
- como organização: cumprindo as leis, respeitando os costumes, o meio ambiente e a cultura
- como produtora: fabricando produtos segundo os mais exigentes padrões de qualidade;
- como marca: integrando-se à cultura e patrocinando relações construtivas com todos os segmentos da sociedade.
Página 6

"De um modo geral, cada integrante dessas organizações, por sua vez, tem ou pode ter também a sua rede, o que aumenta substancialmente a capacidade individual de disseminação de fatos, opiniões e notícias e sugere que repensemos tanto a relação dessas pessoas com os meios de comunicação quanto com as marcas e corporações."
Página 7

No final do século XX, o relacionamento entre pessoa física e as marcas se estreitou com o intermédio da tecnologia. Organização social. Responsabilidade social. Empresa cidadã. Agora, no século XXI isso já está desgastado e novas oportunidades precisam ser examinadas para desatar os nós dessa grande rede.
Páginas 10-11 

Resumo das características sobre os meios mais influentes
Rádio
Data: nos anos 30, 40 e início dos anos 50.
Abrangência territorial: nacional, pela maioria ser analfabeta e os outros meios de comunicações existentes serem restritos a leitura. Meio de comunicação instantânea. Jornal, revista e cinema eram complementares. Revista era o único meio impresso que não era local, por trabalhar com conteúdos no lugar de notícias do cotidiano.
Comportamento: famílias se reuniam para escutar. Primeiro meio de comunicação individual, após a chegada do transistor e da televisão.
Ações de Marketing: marcas usavam para ensinar como utilizar e usufruir produtos e serviços novos para a época, como colírios.

Televisão
Data: no início dos anos 50.
Abrangência territorial: Não podia competir com o rádio, mas tinha posição privilegiada na sala de visitas.
Comportamento: alcançar facilmente a emoção das pessoas com a união do som e a imagem.
Ações de Marketing: agências de propaganda e publicidade participavam ativamente da criação e da produção de certos programas, como as novelas, por exemplo.

Internet
Data: desde o surgimento da televisão até 40 anos depois, no final dos anos 80 nada foi criado de tão impactante.
Abrangência territorial: convergência + fragmentação + combinação em território mundial dos demais meios.
Comportamento: conectividade, transmissão, e-commerce, informação instantânea, plataformas multimídias... Consumidores transformaram-se em produtores de conteúdo e emissão de mensagens.
Nesse contexto, as pessoas se surpreendem menos, não precisam mais parar para ouvir, ler e conhecer. Criam e recriam suas rotinas com a facilidade da tecnologia e da web.
Ações de Marketing: comunicação bilateral, relacionamento on/off, ações digitais e de interatividade, gerenciamento do conteúdo por parte das marcas, monitoramento de buzz gerado por seus consumidores...
“Não se trata mais de falar para as pessoas, pensando nelas como plateia ou audiência. É absolutamente necessário realizar negócios dentro da lei, é claro. Mas também segundo códigos – cada vez mais estreitos – de cidadania, inclusão social e respeito ao meio ambiente e à diversidade de opiniões e estilos de vida” Página 58

Referência das anotações: CASTELAR, Mario. O marketing da nova geração: como competir em um mundo globalizado e interconectado. Rio de Janeiro: Elsevier, 2009. ISBN: 978-85-352-2564-8 | E-book

Vídeo sobre liberdade, comunicação e política para complementar o assunto: Confira: Levante sua voz.
É extenso, mas vale o esforço. Mesmo sem citar a internet, o vídeo que é de 3 anos atrás cabe bem nas discussões atuais sobre as emissoras.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Buzz: a chave de tudo é a autenticidade!

Alguns assuntos já protagonizaram o Top Trends do Twitter, comentários e compartilhamentos no Facebook, temas para Tumblr e afins em 2013. Desde assuntos mais pertinentes, como a tragédia em Santa Maria até a estreia de Gugu Liberato no Instagram. 

Existe uma infinidade de razões que explica o que torna um fato ou uma personagem em viral ou protagonista de um buzz por curto, médio ou longo prazos. O conceito a seguir pode explicar: 

“O buzz existe desde que as pessoas começaram a partilhar ideias. Trata-se do efeito boca a boca, da transferência de informação pelas redes sociais. Pode acontecer espontaneamente, sem o estímulo do homem de marketing ou de outra pessoa qualquer. [...] A chave de tudo é a autenticidade!” (O'REILLY, A.; MATATHIA, I. SALZMAN M. 2011. p. 8.) 

Alguns parâmetros me assustam, a foto postada por Gugu no dia 24/01 alcançou um buzz intenso e foi parar no Top Trends internacional do Twitter e sua conta conquistou mais de 2,7 mil seguidores, na mesma tarde. 

"A pedidos (3, no máximo), uma foto mais descontraída" - legenda da foto no Instagram
A tragédia em Santa Maria foi assunto por mais de cinco dias seguidos no Twitter e Facebook. Se no caso da foto do Gugu os comentários eram piadistas, o contrário aconteceu por maioria em relação à tragédia. Comunidades e fóruns organizados por internautas foram criados para mobilizar pessoas em prol da causa de prestar auxílio aos parentes e envolvidos. 

A entrevista de Silas Malafaia aconteceu na noite de domingo (03/02), durante o programa De Frente com Gabi, e até o momento da postagem (06/02) ainda é protagonista de muitos e muitos comentários nas redes sociais. Malafaia é um dos pastores mais ricos do Brasil, líder de Igreja Evangélica, combate a homossexualidade e o aborto. A autenticidade da entrevista e da opinião de Silas gerou um debate entre aqueles que são favor e aqueles que discordam através dos meios sociais. O Twitter, Facebook e o Tumblr, por exemplo, foram as redes que mais popularizaram o debate. No Twitter e Facebook facilmente encontra-se postagens e links de blogs apoiando ou contrariando as afirmações do pastor, no Tumblr um dos perfis criados dissemina os dados contraditórios trazidos por Silas. 

Além das manifestações linkando o vídeo da entrevista, o Doutorando em genética Eli Vieira postou um vídeo resposta com argumentos científicos que confrontam os dados que o pastor trouxe na entrevista: 

Vídeo da entrevista com Maria Gabriela

Vídeo de resposta do cientista Eli Vieira

Registros de Tweets debatendo sobre o assunto

Silas Mafalaia no Top Trends do Twitter (BR) entre os dias 03 e 06/02

Sequência de Tweets apoiando e confrontando as opiniões de Malafaia

Postagens de Silas Malafaia no perfil oficial no Twitter
Prints realizados no dia 05/02, às 17 horas 

O caso de Malafaia é um exemplo do que acontece na vida offline e acaba sendo ilustrado e discutido na rede onnline, atingindo milhões de usuários em questão de momentos por horas ou dias. O inusitado acaba tomando proporções imensuráveis, enquanto que o espontâneo conquista o que marcas investem milhões para atingir seu público com anúncios ou comerciais virais. Em alguns casos até conseguem, ou quando realmente existiu uma pesquisa e uma estratégia ou quando o analista de mídia social publicou postagens ofensivas aos seguidores dos perfis e o efeito foi o contrário...

Diversos blogs que apoiam a causa homossexual ou a religião pregada por Silas opinaram sobre a entrevista e o posicionamento do pastor. Até o VJ da MTV PC Siqueira, dando mais repercussão ao assunto:
Alguns dos comentários: "não vi a entrevista, todos estão falando, vou assistir..." - esse é o sentido.