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terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Post Tendencioso

Neste exato momento, terça-feira, 06/12, cerca de 21 horas li um artigo da Veja que fala sobre tendências para 2012... Assuntos como esses só não são tão batidos porque mudam a cada vez que um veículo - seja ele impresso, pessoal, digital, etc - dita a próxima tendência. E o hábito é de que a cada troca de ano isso aconteça, pois então vamos iniciar a lista para 2012...

 Os princípios evoluem, a tecnologia se atualiza a todo instante e cada um de nós tem o direito e o dever de compreender e adequar os seus conceitos no novo contexto cultural. Essas mudanças vão sendo percebidas pelas marcas e transformam-se em portais na mente do público-alvo para inserir o novo produto, reforçar a marca e o posicionamento. Encontramos até agora pontos positivos e negativos.

Algumas tendências quando disseminadas causam um impacto tão positivo que são capazes de transformar lixo em produto reciclável, classe social C em foco do mercado ecônomico, questões de saúde e bem-estar em novas prioridades... Estamos falando das tendências que surgem após um diagnóstico daquilo que a sociedade demanda, os veículos influentes determinam como atual e as marcas que possuem influência regional e global as captam e as associam aos seus produtos e serviços.

Portanto, é relevante entender que as tendências são diagnosticadas e determinadas (ou o contrário) localmente, mas quanto mais impactante, mais capazes de atingir meios globais. Porém o jogo pode virar e o que poderia ser aplicado positivamente, causa um impacto negativo. Exemplos? Desfiles que contam com modelos muito magras que, com a euforia das marcas, fixou na mente de certas adolescente a obsessão de alcançar as medidas exageradas. Até mesmo a sustentabilidade que é algo que a sociedade demanda e as marcas a perceberam como um valor agregado para servir a elas mesmas, poderia ser alvo de críticas e anti-mercado. Ainda bem que sustentabilidade hoje é um assunto batido, mas que ainda causa efeito.

Separei algumas marcas que transparecem o seu posicionamento perante as tendências citadas...

Sicredi, gente que coopera cresce.
O comercial  que posiciona a Sicredi como uma marca apoiadora da sustentabilidade aliou a mensagem do seu logo, já existente há um tempo considerável, para firmar a transparência.




Da mesma forma, a Natura... Identificou os universos femininos como uma oportunidade de posicionamento voltado ao bem-estar e aliança entre a saúde e a beleza.







Já a Coca-Cola poderia ser referência para todas as tendências citadas e mais algumas dezenas... Uma marca tradicional que está presente e evolui com cada geração!




Para encerrar, suponhamos que a Apple lance a tendência de que utilizar tal novo produto x substitui o exercício físico, apresentando argumentos que envolvam nossas necessidades cotidianas e despertando  desejos. O público a favor do sedentarismo a apoiará com todas as forças, já os que são a favor do exercício físico se mobilizarão contra. Mesmo sendo a Apple - marca muito influente globalmente - será abalada. Mas se a Apple lançar o mesmo produto com enfoque na tendência da saúde e bem-estar, valorizando o exercício físico, os sedentários pensarão duas vezes a respeito dos exercícios e os esportistas apoiarão o novo produto. Ponto positivo para a marca e ambos públicos.

No texto da Veja, encontra-se uma citação sem muito fundamento sobre o envelhecimento, mas a Veja por ser um veículo influente, pode provocar nas marcas a percepção do assunto como uma oportunidade de posicionamento de novos produtos direcionados ao público em questão, idosos.  

"A tendência seguinte lembra que as percepções sobre envelhecimento estão mudando e as pessoas passaram a ver mais positividade em ficar velhas. Com mudanças culturais e demográficas, além de avanços medicinais, a definição de quando a velhice chega será alterada, assim como o significado do termo."

E, então, no final de 2012, a Veja escreverá outro artigo falando sobre as tendências do passado, citando os idosos. Quem se lembrará que quem deu o ponta-pé inicial fora ela mesma?!


Tendências são tendenciosas assim mesmo!

quarta-feira, 7 de abril de 2010

lixo patrocinado é na TerraCycle

Hoje o assunto é serio e reciclável.
Bem, não é mais um papinho furado de que as geleiras vão se tornar dinossauros e vão tomar o mundo. É sobre a TerraCycle. Terra, quem?

Tudo começou em 2001 quando um jovem húngaro - Tom Skazy - abandonou a univerdade nos Estados Unidos para criar uma empresa que transformaria lixo em novos produtos. A inspiração vem de um pé de maconha, chamado "Marley", que ele havia deixado com seu amigo e este, quando de volta a Tom, estava forte e frondoso graças a muito esterco de minhoca.
Esta história é veridica, quanto a do dinossauro.

Naquela situação surgia o primeiro produto da TerraCycle: um adubo em garrafa PET 100% natural.

O próximo passo foi fabricar com embalagens usadas sacolas, moxilas, cadernos e demais derivados.
Esta ação tinha o conhecimento das empresas donas das marcas das embalagens em questão, como a Kraft e Pepsico.
Até aqui temos um jovem com espírito empreendedor, uma idéia inovadora perante tantas outras que não fluem e marcas interessadas em se tornar "verdes" - dando um destino "verde" para os seus maiores lixos (as embalagens).

Tom Skazy recebeu ajuda para se instalar no Brasil e junto do vice-presidente de marketing brasileiro da Pepsico (Carlos Ricardo).
Agora a empresa produz no Brasil, com a ajuda da ONG de curitiba, a Solidarium, vários produtos com as embalagens da Pepsico, como Doritos, Ruffles e Fandagos, e só era possível comprá-los em lojas WalMart. Em breve, a TerraCycle começará a fabricar moxilas para o Brasil e outros itens com embalagens descartaveis de Tang - marca de suco em pó da Kraft.

Seu segmento no Brasil visa se aliar com outras marcas, como Carrefour, Pão de Açúcar, Nestlé, Johnson &Johnson.



E o mais legal galerinha de Cowboy, o site no Brasil disponibiliza um cadastro para que ONGs, escolas e demais entidades se cadastraem e em troca das embalegens arrecadadas se ganha centavos de dinheiro. A entrega pelas embalagens até a empresa é através do correio, logística paga pela TerraCycle.

Nos Estados Unidos este tipo de atividade já acontece a 2 anos e mais de 60.000 entidades já estão cadastradas.

Agora vamos ao que interessa - parte curiosos!
Skazy está nadando no dinheiro, por ter largado Princeton nos Estados Unidos para catar lixo?
Szaky ainda não está nadando em dinheiro - a TerraCycle faturou 8 milhões de dólares em 2008 e o lucro é esperado apenas para 2011. Mas poucos empreendedores conseguiram atrair tanta atenção de grandes empresas nos últimos anos quanto ele. Tamanha evidência não tem apenas a ver com o esterco de minhoca - que ainda representa a maior parte (não revelada) de suas vendas. Mas também com um portfólio de produtos reciclados, como vasos e sacolas fabricados com embalagens de alimentos, que depois são vendidos em grandes redes de supermercado.

Agora vamos ao que interessa - parte consumidor:
Szaky acaba de colocar 10 150 artigos - entre mochilas e carteiras - em 69 lojas do Wal-Mart no país, produzidos com embalagens de Elma Chips, como Ruffles e Fandangos
A confecção dos artigos está a cargo de cerca de 100 costureiras da Solidarium, empresa com sede em Curitiba que apoia microempreendedores e levará um percentual não revelado das receitas das sacolas. As mochilas estão sendo vendidas por cerca de 30 reais e as carteiras por cerca de 10 reais. Os preços seguem o mantra de Szaky de que os consumidores não querem e não devem pagar muito mais por produtos ecologicamente corretos.

Agora vamos ao que interessa - parte organizacional:
Sua grande sacada foi criar um modelo de negócios sedutor tanto para grandes empresas como para consumidores em tempos de aquecimento global. No caso das grandes empresas, ele consegue emprestar uma imagem sustentável a um risco baixo. O único investimento que uma grande indústria tem de fazer é patrocinar pontos de coleta das embalagens.
Atualmente, a empresa tem cadastradas cerca de 30 000 pontos nos Estados Unidos. Todo o custo envolvido nessas pontos é coberto hoje por grandes indústrias.

"Só precisamos de mais escala para lucrar, e estamos chegando lá."

O endereço para o site da TerraCycle:
http://www.terracycle.com.br/

Link direto para os produtos:
http://www.terracycle.com.br/products

Conteúdo extraído de materias do Portal Exame.