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quarta-feira, 8 de outubro de 2014

FIC 2014

Para acompanhar o que rolou: #fic2014
A 10ª edição do Fórum de Internet Corporativa contou com a participação de palestrantes das empresas Disney, Sicredi, Mercur, Vert Shoes e Coca-cola para palestrarem sobre "Engajamento: causa e experiência estabelecendo conexões entre marcas e pessoas".

O evento é uma realização da ABRADi, ocorreu no dia 08 de outubro, no Teatro CIEE e contou com a presença de cerca de 500 pessoas, entre empresários, executivos de agências e acadêmicos.

Para acessar o hotsite do evento e conferir mais sobre os palestrantes, clique aqui.

A seguir, o registo de algumas anotações.

domingo, 5 de outubro de 2014

Estamos Cegos - Jürgen Klaric



“Este livro tem três partes: aborda os erros mais comuns dos profissionais de marketing, o motivo pelo qual estamos tão cegos e cometemos tantos erros e os dez melhores princípios para abrir os olhos e inovar sem falhar tanto.” - segunda orelha de página

A leitura deste livro foi incentivada na disciplina de Atendimento em PP do meu Curso de PP na Unisinos.

A seguir, estão registradas as principais anotações realizadas durante a leitura, bem como os grifos realizados das páginas.



sábado, 12 de outubro de 2013

ANOS 80 - Os 4 Es de Marketing e Branding

Nesta postagem conhecemos alguns fatores determinantes para o crescimento do marketing no século XX e alguns cases, e nesta postagem informações sobre os anos 50, 60 e 70. A seguir seguem alguns conceitos e informações sobre os anos 80.

O conceito de marketing de produto começou a envelhecer nos anos 80. Ogilvy afirma: "Cada anúncio é um investimento na imagem da marca, a longo prazo". Neste período, publicitários e marketeiros passaram a cuidar com mais intensidade da imagem de marcas.

Nesta etapa da história, existiam duas linhas de pensamento e de posicionamento: uma que rezava um único produto por marca e a oposta, que rezava uma extensão de produtos com o mesmo significado.

Hoje sabemos que os produtos e serviços quando proporcionam uma experiência marcam mais. Como a Coca-Cola que transmite em sua mensagem e experiências a felicidade, seja bebendo a sua bebida ou comprando uma vestimenta, a essência e o significado são os mesmos.

Richers lançou o conceito dos 4A's: análise, adaptação, ativação e avaliação. Um conceito ainda centrado no produto, porém mais atualizado. Richers era brasileiro e foi visto como assassino de algo sagrado para americanos, os 4P's. Nem no Brasil os 4A's foram adotados, pois os próprios brasileiros eram míopes para inovações e desacreditavam que alguém do submundo, seria capaz de superar os idolatrados americanos.

Nos anos 80, a Pepsi ganhou mercado. A Coca-Cola conquistava tudo em dobro: pontos-de-venda, investimento em publicidade, comandava a distribuição. Para isso, a Pepsi lançou uma propaganda mostrando que os consumidores preferiam o seu produto. A Coca-Cola concluiu que precisava fazer uma pesquisa de mercado para analisar se o problema era mesmo no produto, já que o restante parecia bem. Gastaram US$ 4 milhões em um teste cego, com a Pepsi, a Coca-Cola e uma cola mais doce (parecida com a Pepsi).

A preferência foi no sabor mais doce. New Coke estava lançada, anulando e substituindo a Coca-Cola tradicional. O que fez com que clientes fizessem passeatas, ligassem pedindo a tradicional Coca-Cola e afins. Coca-Cola Classic estava lançada.

Os 80's era uma geração de inovação, o que a Pepsi percebeu muito bem e a Coca-Cola precisou rever seu posicionamento sobre a cultura da marca. A Pespsi usava Michael Jackson que estava fazendo sucesso com a massa, enquanto a Coca-Cola usava Júlio Iglesias. Assim, a Coca-Cola teve certeza e percepção do que representava a experiência que proporcionava, lançando mais adiante diversos produtos ligados na mesa simbologia.

A Coca conseguiu retomar com seu espaço por ser mais forte nesses pontos: tradição, distribuição, alianças mais fortes com engarrafadores e outros itens.

O novo presidente Roberto Goizueta percebeu uma tendência: a Coca tinha pouca importância entre os líquidos bebidos na vida das pessoas; antes da Coca havia o café, o leite, a água e o chá.

Posts relacionados ao livro Os 4 Es de Marketing e Branding
A comunicação no século XX
Anos 50, 60 e 70
Anos 80
Crescimento do branding e os 4 Es

Fonte das informações: Os 4 Es de Marketing e Branding - Robert F. Lauterborn, Augusto Nascimento

sábado, 7 de setembro de 2013

A influência das cores na identidade visual de marcas

Muitos estudos argumentam sobre a importância e a influência das cores perante a construção de uma marca e sua aplicação em seus produtos, publicidade, etc.

A Kissmetrics criou um infográfico revelando alguns meios diferentes no processo de persuasão para a venda de produtos. Disponibilizo algumas partes dele aqui com alguns comentários e exemplos. O material pode ser visualizado na íntegra através deste link.

A importância das cores para o trabalho de Marketing e Branding:


O que cada cor transmite:


Cor x Tipo de comprador que atrai x Tipo de loja:


Com base nessas informações, vamos a alguns exemplos que tem a cor vermelha como predominância na marca.
Lembrando que a cor vermelha transmite uma energia que aumenta a frequência cardíaca e cria a sensação de urgência; é geralmente vista em liquidações, marcas de fast food, lojas de outlet. Os consumidores impulsivos tornam-se o alvo da publicidade dessas marcas.







Algumas marcas também utilizam a combinação de duas ou mais cores. O amarelo completando o vermelho é uma combinação com variação de tons. O contrário acontece com o Banco Itaú, por exemplo, que explora as cores azul e laranja. Essas que comunicam diferentes mensagens - o azul, a sensação de confiança e segurança, normalmente utilizada por bancos, empresas e lojas de departamento; e o laranja que impulsiona uma chamada agressiva e bastante marcante.




quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Comportamento global/local da Coca-Cola

No dia 07 de dezembro decidi contabilizar quantas vezes a marca Coca-Cola atingiria meus olhos, ouvidos, mente.

A soma total é de 11 vezes – ONZE VEZES.

Esse número é totalmente variável, pois durante o período de atenção meu inconsciente deveria estar a mil para associar minhas lembranças que envolvem a marca. Com certeza em alguns dias sou atingida e nem percebo, mais ou menos vezes, que no dia 07/12.

Quando tive a ideia de perceber esses dados, o objetivo central não foi de comprovar como a marca é valiosa ou investe bem em suas mídias, mas sim tentar compreender como uma marca que age globalmente consegue estabelecer um relacionamento comigo – eu, mera mortal que mora em uma cidade razoavelmente pequena. E, também, meu segundo objetivo foi de entender na prática o que tanto já li sobre estradas mentais, congestionamento de informações e o fluxo das mesmas entre consciente e inconsciente.

Durante o dia de percepções estava atenta e meu inconsciente esteve em alerta para todos os fatores que se relacionam com aquilo que a Coca-Cola já marcou nele. Confesso que todas as vezes que escutei e li “felicidade” me veio à tona Coca-Cola, Coca-Cola, Coca-Cola. Também senti mais sede, será que tem a ver?

Estive presente em um Break Publicitário onde o Diretor de Marketing da Vonpar listou as ações direcionadas ao posicionamento local/global da Coca-Cola. Resumidamente a essência é manter o mesmo foco até 2020, estabelecer relação com as novas gerações e manter com as que ainda bebem Coca-Cola, agindo nos ambientes interno e externo. Dentre os objetivos locais está englobado identificar as tendências para com a classe social C, questões de sustentabilidade e bem-estar. Pois todas elas determinarão a metodologia de execução das ações planejadas globalmente, como também o investimento na Copa de 2014 e na paixão nacional: futebol (mais local ainda? No RS investirão pesado em festivais e eventos da região, como também no Gauchão e ações em escolas envolvendo os seus mais potentes consumidores em campeonatos de futibas).



Desviando do assunto global-local e direcionando o texto para a Vonpar Bebidas, trago alguns dados apresentados no Break:

#Abrangência no Mercado de Bebidas
Rio Grande do Sul: 75%
Santa Catarina: 100%

#A marca representa 9,5% do PIB brasileiro
# Possui 37 mil clientes diretos, 23 mil indiretos (varejo) e 14 milhões de consumidores
# 3500 colaboradores estão distribuídos entre as duas fábricas gaúchas


Penso que esses números explicam o porquê de sentirmos, sem querer, as marcas tão próximas enquanto as mesmas estão pensando em um público alvo que abrange continentes. Como também os comerciais e as outras mais diversificadas ações que a marca promove e nos envolve emocionalmente. Fazendo com que, diariamente, em nosso inconsciente as lembranças das marcas globais/locais sejam despertadas, ou por se fazerem vistas, ou por estarem associadas ao nosso cotidiano, estrategicamente.


Tem a ver_____________________________________________

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Post Tendencioso

Neste exato momento, terça-feira, 06/12, cerca de 21 horas li um artigo da Veja que fala sobre tendências para 2012... Assuntos como esses só não são tão batidos porque mudam a cada vez que um veículo - seja ele impresso, pessoal, digital, etc - dita a próxima tendência. E o hábito é de que a cada troca de ano isso aconteça, pois então vamos iniciar a lista para 2012...

 Os princípios evoluem, a tecnologia se atualiza a todo instante e cada um de nós tem o direito e o dever de compreender e adequar os seus conceitos no novo contexto cultural. Essas mudanças vão sendo percebidas pelas marcas e transformam-se em portais na mente do público-alvo para inserir o novo produto, reforçar a marca e o posicionamento. Encontramos até agora pontos positivos e negativos.

Algumas tendências quando disseminadas causam um impacto tão positivo que são capazes de transformar lixo em produto reciclável, classe social C em foco do mercado ecônomico, questões de saúde e bem-estar em novas prioridades... Estamos falando das tendências que surgem após um diagnóstico daquilo que a sociedade demanda, os veículos influentes determinam como atual e as marcas que possuem influência regional e global as captam e as associam aos seus produtos e serviços.

Portanto, é relevante entender que as tendências são diagnosticadas e determinadas (ou o contrário) localmente, mas quanto mais impactante, mais capazes de atingir meios globais. Porém o jogo pode virar e o que poderia ser aplicado positivamente, causa um impacto negativo. Exemplos? Desfiles que contam com modelos muito magras que, com a euforia das marcas, fixou na mente de certas adolescente a obsessão de alcançar as medidas exageradas. Até mesmo a sustentabilidade que é algo que a sociedade demanda e as marcas a perceberam como um valor agregado para servir a elas mesmas, poderia ser alvo de críticas e anti-mercado. Ainda bem que sustentabilidade hoje é um assunto batido, mas que ainda causa efeito.

Separei algumas marcas que transparecem o seu posicionamento perante as tendências citadas...

Sicredi, gente que coopera cresce.
O comercial  que posiciona a Sicredi como uma marca apoiadora da sustentabilidade aliou a mensagem do seu logo, já existente há um tempo considerável, para firmar a transparência.




Da mesma forma, a Natura... Identificou os universos femininos como uma oportunidade de posicionamento voltado ao bem-estar e aliança entre a saúde e a beleza.







Já a Coca-Cola poderia ser referência para todas as tendências citadas e mais algumas dezenas... Uma marca tradicional que está presente e evolui com cada geração!




Para encerrar, suponhamos que a Apple lance a tendência de que utilizar tal novo produto x substitui o exercício físico, apresentando argumentos que envolvam nossas necessidades cotidianas e despertando  desejos. O público a favor do sedentarismo a apoiará com todas as forças, já os que são a favor do exercício físico se mobilizarão contra. Mesmo sendo a Apple - marca muito influente globalmente - será abalada. Mas se a Apple lançar o mesmo produto com enfoque na tendência da saúde e bem-estar, valorizando o exercício físico, os sedentários pensarão duas vezes a respeito dos exercícios e os esportistas apoiarão o novo produto. Ponto positivo para a marca e ambos públicos.

No texto da Veja, encontra-se uma citação sem muito fundamento sobre o envelhecimento, mas a Veja por ser um veículo influente, pode provocar nas marcas a percepção do assunto como uma oportunidade de posicionamento de novos produtos direcionados ao público em questão, idosos.  

"A tendência seguinte lembra que as percepções sobre envelhecimento estão mudando e as pessoas passaram a ver mais positividade em ficar velhas. Com mudanças culturais e demográficas, além de avanços medicinais, a definição de quando a velhice chega será alterada, assim como o significado do termo."

E, então, no final de 2012, a Veja escreverá outro artigo falando sobre as tendências do passado, citando os idosos. Quem se lembrará que quem deu o ponta-pé inicial fora ela mesma?!


Tendências são tendenciosas assim mesmo!

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Marketing Global

Estratégias para empresas multinacionais podem ser iguais, porém a sua execução varia conforme a região onde a atuação acontecerá.
Como o caso da Coca-Cola, que atinge o planeta inteiro - na China estuda e analisa o perfil do consumidor e executa a estratégia de acordo com o conhecimento adquirido; já no Rio Grande do Sul o conhecimento do perfil do consumidor vai mostrar outra forma de atingí-lo. A quantidade de gás ou o sabor mais doce ou menos, por exemplo, são fatores que variam da Coca-Cola para o mundo.

"Pense globalmente, aja localmente."

Muitos profissionais afirmam que produtos multinacionais não são capazes de substituir ou ter porcentagem igual no mercado de tal região quanto aos produtos regionais. Porém o conhecimento que os consumidores têm desses tipos de produtos está cada vez mais acessível e fazendo com que o contato entre o produto mundial e o consumidor pareça muito próximo. Tais tecnologias como a televisão, que a publicidade adaptou seus anúncios para serem exibidos no mundo inteiro, de forma padronizada e com detalhes semelhantes para cada região; como também, sem ser esquecida, a internet - vínculo mais globalizado impossível!!